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Atelier em Olhão produz guitarras exclusivas “made in Algarve”

Constrói instrumentos de cordas por medida no seu atelier em Olhão e até já concebeu um em exclusivo para os Blasted Mechanism. João Pessoa é o único “luthier” no Algarve e dos poucos existentes em Portugal.

Responsável pelo fabrico de dezenas de guitarras acústicas e eléctricas, baixos, bandolins ou cavaquinhos “made in Algarve”, João Pessoa era ainda adolescente quando construiu a sua primeira guitarra.

Desde há doze anos que é profissional na construção de instrumentos de corda, alguns muito peculiares, como a “kalashakra”, feita para a banda Blasted Mechanism e que reúne três instrumentos (guitarra, harpa e cítara) num só.

Quando lhe perguntam a sua profissão, responde que é “luthier” (palavra francesa referente a fabricantes de instrumentos de corda), sublinhando que é um autodidacta e que nunca teve um único professor nessa área.

“Não venho de nenhuma família de construtores, tudo o que faço é por observação, ler muito e tentar chegar a uma fórmula que seja funcional”, contou à agência Lusa João Pessoa, fundador da JP Custom Guitars.

Os instrumentos que produz são únicos e feitos à medida do cliente – tendo em conta o seu tamanho, o das suas mãos e a posição em que toca -, sendo que as madeiras que usa, vindas de todo o mundo, são escolhidas a dedo.

Entre os seus clientes, contam-se os Blasted Mechanism, Anjos, Ala dos Namorados ou Las Guitarras Locas, mas João Pessoa diz que só se apercebe que alguns são famosos quando vê os seus instrumentos na televisão.

Garante que não pensa na internacionalização, mas já vendeu alguns instrumentos (cujo preço oscila entre os 1000 e os 3000 euros) para pessoas de países como a Austrália, Canadá, Brasil, Holanda ou Reino Unido.

O que lhe dá mais gozo fazer são os “custom designs”, como a “kalashakra” (que tem dois braços em vez de um), modelos únicos que não seguem um padrão normal e cujo design foge totalmente à rotina.

João Pessoa também fabrica guitarras portuguesas, área onde encontrou alguma resistência por parte dos elementos da “velha guarda” de Lisboa e Coimbra, que desconfiaram dos trabalhos do autodidacta.

Garante que não produz dois instrumentos iguais e confessa que aquilo que considera mais gratificante na sua profissão é ver a reacção dos clientes quando lhes mostra o resultado final.

“Dar a vida um instrumento de corda, que tem quase vida própria, é uma verdadeira alquimia, é como transformar madeira em sentimentos e essa é a parte mais difícil desta profissão”, resume João Pessoa.

O seu atelier, esse, está repleto de peças de madeira de diferentes cheiros e cores, que aguardam para serem transformados em pedaços de magia para os ouvidos dos demais.

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